ESTÔMAGO

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João Miguel esquenta a barriga no fogão ao interpretar Raimundo Nonato (Foto: Dilvulgação)

O longa conta a trajetória de  Raimundo Nonato (João Miguel), um paraibano que chega a São Paulo sem dinheiro e sem muitas motivações. Logo encontra na cozinha uma esperança de viver e perspectiva de crescimento profissional. Até ai o enredo bera muito o óbvio. Mas a obra tem um “quê” interessante. Sendo narrado em dois cenários distintos – o centro da cidade e uma cela de penitenciária – a produção criam um bom jogo de cenas e o mistério de como Nonato, foi parar na cadeia.

Utilizando-se de recursos visuais bem simples e muito jogo de câmera, o Marcos Jorge (Mundo Cão) dá boas dicas de como solucionar pequenos mistérios da trama. Após ser acolhido por um dono de boteco, Nonato começa a se interessar e aprender sobre comida, sabores e nuances do paladar, realçados com os recursos do close e super close no corte e preparo dos pratos.

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Poster oficial do filme (Foto: Divulgação)

É nesse momento que conhece Giovani, chef e proprietário de uma cantina italiana de nome Bocaccio. Ali, começa a tomar lições de gastronomia e harmonização de gostos, a importância de comprar bons alimentos além de iniciar seu conhecimento acerca da viticultura ao passo que conhece Iria (Fabiula Nascimento), uma prostituta.

O clima esquenta na vida do protagonista quando se vê apaixonado pela moça que não quer compromisso com ninguém. A essa altura, o espectador já pode ter uma prévia do que vai acontecer e como Nanato vira Alecrim (já na cadeia).

Esse apelido é conquistado após a identificação da personalidade dele ante os outros encarcerados. Lá, o paraibano tenta introduzir, aos poucos, os mais diversos alimentos que tomou conhecimento ao lado de Giovani. É possível afirmar que o enredo ensina bastante quem vê e impressiona.

A grande sacada do título do filme está na expressão popular “conquistar pela estômago”. Assim como quando estava na rua, agora, dentro da cadeia, Alecrim começa a ganhar respeito e confiança através da comida que prepara, transformando as “gororobas” em arte. Porque como seu chef, Giovani dizia, “cozinhar é uma arte, Nonato”.

Vale ainda ressaltar que o filme ainda escorrega muito no uso indiscriminado dos palavrões, que podem causar certo asco no público e que, infelizmente, ainda causa preconceito às obras nacionais. Com uma produção italo-brasileira, o filme ainda incorpora linguagens dos mafiosos, como a carniceria e as cenas de sexo. Típico.

Estômago (2007)
Diretor: Marcos Jorge
Roteiristas:  Fabrizio Donvito e Marcos Jorge
Principais atores:  João Miguel, Fabiula Nascimento, Babu Santana
Duração:113 minutos
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